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  • 16 de Out / 2012 - Cidade
    Congadas de Catalão - resgatando as origens
    Ex-seminarista, Diogo Resende resgata a dança do Moçambique na congada de Catalão. Este ano foi celebrada a 136ª edição da Festa em louvor a N. Srª do Rosário.

    Diogo, com os gungas nas canelas. (Foto: O Popular).
    Diogo G. Resende, com as gungas nos tornozelos. (Foto: O Popular).
    A história do Moçambique na congada de Catalão é de respeito pela simbologia que o grupo exerce no ritual da festa que homenageia Nossa Senhora do Rosário. Pela lenda catalana, foram os humildes dançadores moçambiqueiros que ajudaram a tirar a imagem da santa que estava cravada numa gruta usando um canto fervoroso e batuque envolvente. Antes, o majestoso congo e o espalhafatoso catupé fracassaram nas tentativas. A partir desse episódio (sem data e local na fábula dos catalanos), nenhum passo da congada foi dado sem que o Moçambique estivesse à frente das celebrações, que acontecem pela 136ª vez em Catalão.

    Porém, o encanto dos moçambiqueiros diminuiu nos anos 80 e 90 com a morte dos tradicionalistas, a falta de compromisso da nova geração e a vaidade entre dois grupos. O número de participantes dos ternos caiu consideravelmente, a batida ritmada dos tambores deu lugar ao quase ritmo de samba, as gungas nos tornozelos sumiram, os lenços na cabeça foram trocados por bonés, as faixas cruzadas no peito (para fechar o corpo) foram reduzidas a fitas cada vez mais finas. Enfim, os jovens perderam a referência dos velhos capitães Gabriel da Silva, Chico Dias, Orozino Barbosa e Quirino Dias.

    A virada no comportamento de um dos grupos, o Mamãe do Rosário, começou há três anos com o trabalho de Diogo Gonçalves Resende, de 25 anos. Ex-seminarista da Congregação do Santíssimo Redentor (2003 a 2006), o catalano deixou o profano catupé para se dedicar ao novo estilo, fundado em 1951 e que estava fadado a acabar com a fuga de participantes. “Com a doença de Geraldo Dias (capitão do grupo), fui chamado em 2009 para ajudar a conduzir o terno. Geraldo já me conhecia das festas de folia de reis e minha experiência de fé”, contou Diogo.

    Segundo ele, a adaptação foi fácil ao novo terno com a ajuda de Geraldo Dias, que morreu em novembro de 2010. “Geraldo me disse que era para colocar Nossa Senhora na frente para resolver tudo. Assim eu faço sempre”, relatou.
    Terno Catupé Cacunda. (Foto: O Popular).
    Terno Catupé Cacunda. (Foto: O Popular).

    O velho capitão moçambiqueiro, de acordo com Diogo, ainda deu outro conselho que ficará marcado em sua memória. “Ele dizia constantemente para mim: ‘Põe sentido’.” O significado da expressão é prestar atenção em tudo que está em volta, nas pessoas invejosas e maldosas e se concentrar à frente do terno.

    Resgate

    Com Diogo como novo capitão, o grupo que tinha 20 dançadores saltou para quase 90 atualmente. O uniforme (farda) voltou a ter os elementos históricos, como as faixas cruzadas e a gunga nos pés. O batido está mais cadenciado e os cantos com temas que marcaram época em Catalão. “Eu não quero um terno numeroso. Meu desafio é conscientizar todos da importância da fé. Quero que participem pela fé e não para se mostrarem”, avisa o jovem capitão.

    Nesse resgate histórico e com elementos do sincretismo religioso brasileiro, Diogo também coleciona polêmicas, principalmente por causa de seus cânticos (chamados também de ponto). Alguns deles são ligados diretamente à umbanda e contrariam a orientação de louvar apenas Nossa Senhora do Rosário, São Benedito ou Santa Ifigênia. “Geraldo me ensinou e alertou que em certos lugares não posso cantar determinadas coisas. Mas estou tranquilo e consciente das limitações. Nem por isso, eu deixarei de cantar (os pontos)”, assegurou Diogo.

    Alvorada e Entrega da Coroa

    Na madrugada do dia 5 de outubro, às duas horas, como manda a tradição centenária, os grupos saíram às ruas de Catalão e dançaram na frente da Igreja do Rosário a fim de anunciar que a festa em louvor à Nossa Senhora do Rosário estava começando. Este evento é finalizado com um café da manhã coletivo no Centro Folclórico.

    Os ternos voltaram às ruas no dia 13 para levantamento do mastro (levantar a bandeira de São Benedito e de N. Srª do Rosário). E nos dias 14 e 15, os cerca de 4,5 mil dançadores uniformizados e divididos em 23 grupos (3 são convidados) visitaram as casas dos devotos e participaram de cerimônias religiosas.
    No encerramento da festa acontece a entrega da coroa, quando os festeiros, reis e rainhas do congado, entregam (repassam) a coroa de Nossa Senhora do Rosário aos novos festeiros da festa de 2013.

    Cerca de 15 mil pessoas acompanharam o evento desta segunda-feira (15), feriado municipal, quando todos os ternos de congo se dirigiram até o Congódromo, que fica ao lado da Igreja Nova Matriz, local onde dançaram e cantaram em louvor à santa. O novo casal de festeiros é Ricardo e Ivana (2013), que receberam a coroa do casal Jean Luiz Barbosa e Maria Etelvina (2012).

    Segundo a comissão organizadora, romeiros de todo o Brasil visitam a cidade para conhecer um pouco mais da tradição da festa em devoção e agradecimento a Nossa Senhora do Rosário que é considerada uma das maiores do Brasil.

    (Com informações de O Popular).


     


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